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Dor no fígado: 7 principais causas e como tratar

Byadmin

ago 27, 2021
Dor no fígado: 7 principais causas e como tratar
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A dor no fígado é uma dor localizada na região superior direita do abdômen e pode ser sinal de doenças como infecções, obesidade, colesterol ou câncer ou pode acontecer devido à exposição a substâncias tóxicas como álcool, detergentes ou mesmo medicamentos.

O tratamento depende da doença que a origina e dos sintomas associados, no entanto, pode também ser prevenida com a vacinação, alimentação correta, prática de exercício físico ou evitando comportamentos de risco como partilha de seringas ou prática de relações sexuais desprotegidas.

1. Infecção

O fígado pode ser infectado por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, causando inflamação e alterações no seu funcionamento. Os tipos mais comuns de infecção no fígado são a hepatite A, B e C, transmitidas por vírus, que além de provocarem dor no fígado, podem causar sintomas como perda do apetite, enjoo e vômito, cansaço, dor nos músculos e articulações, dor de cabeça, sensibilidade à luz, fezes claras, urina escura, pele e olhos amarelados.

Como tratar: O tratamento deve ser indicado pelo hepatologista ou clínico geral e pode variar de acordo com o tipo de infecção, podendo ser indicado pelo médico o uso de medicamentos antivirais, antibióticos ou antiparasitários, além de ser recomendado que se tenha uma alimentação de fácil digestão e pobre em gorduras, pois assim é possível evitar que o fígado fique mais inflamado.

2. Doenças auto-imunes

Em pessoas com doenças auto-imunes, o seu sistema imunológico ataca o próprio corpo, podendo também afetar o fígado. São exemplos dessas doenças, a hepatite autoimune, a cirrose biliar primária e colangite esclerosante primária.

A hepatite autoimune é uma doença rara, na qual o organismo ataca as células do próprio fígado fazendo com que fique inflamado e provocando sintomas como dor abdominal, pele amarelada ou enjoos. Já a cirrose biliar primária, consiste na destruição progressiva dos ductos biliares localizados no fígado, e a colangite esclerosante provoca o seu estreitamento causando fadiga e coceira, ou mesmo cirrose e insuficiência hepática.

Como tratar: A hepatite autoimune tem cura se for feito um transplante de fígado, nos casos mais graves. No entanto, a doença pode ser controlada com o uso de remédios corticoides, como a prednisona, ou imunossupressores, como a azatioprina. Além disso, deve-se fazer uma alimentação equilibrada, evitando a ingestão de álcool e alimentos com muita gordura.

Na cirrose biliar primária e na colangite esclerosante, o ácido ursodesoxicólico é o tratamento de escolha, e se for iniciado mal apareçam os primeiros sintomas, pode reduzir a velocidade de evolução da doença, evitando a ocorrência de cirrose. Numa fase terminal, o único tratamento que cura a doença é o transplante de fígado.

3. Doenças genéticas

A dor na região do fígado também pode ser provocada por doenças genéticas que levam ao acúmulo de substâncias tóxicas no fígado, como a hemocromatose hereditária, que provoca acúmulo de ferro em excesso no corpo, a oxalúria, que leva ao aumento de ácido oxálico no fígado ou a doença de Wilson, em que há acumulação de cobre.

Como tratar: A hemocromatose pode ser tratada evitando alimentos com grandes quantidades de ferro, como carnes vermelhas, espinafre ou feijão verde, por exemplo, sendo importante que a alimentação seja orientada por um nutricionista.

No caso da oxalúria, deve-se reduzir o consumo de oxalato presente em espinafres e nozes por exemplo e, em casos mais graves, pode ser necessário recorrer a diálise ou transplante do fígado e do rim. A doença de Wilson pode ser tratada reduzindo a ingestão de alimentos ricos em cobre, como mexilhões ou tomando substâncias que se ligam ao cobre, ajudando a eliminá-lo na urina como é os caso da penicilamina ou do acetato de zinco, por exemplo.

4. Álcool em excesso

O consumo excessivo e regular de bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de desenvolvimento de hepatite alcoólica, em que há fortes dores abdominais, náuseas, vômitos e perda de apetite, por exemplo, e se não for tratada, pode provocar graves lesões no fígado. 

Como tratar: O tratamento consiste na suspensão da ingestão de álcool e uso de remédios como o ácido ursodesoxicólico ou fosfatidilcolina, que reduzem a inflamação do fígado e aliviam os sintomas. Nos casos mais graves, pode ser necessário um transplante de fígado.

5. Abuso de medicamentos

A hepatite medicamentosa é causada pela exposição a substâncias tóxicas, uso excessivo de medicamentos ou mesmo devido a reações alérgicas a estes, que podem causar lesões nas células do fígado. 

Como tratar: O tratamento consiste na suspensão imediata do medicamento ou da substância tóxica que esteja na origem do problema e, em casos mais graves, pode ser necessário o uso de corticoides até à normalização do funcionamento do fígado.

6. Câncer

O câncer do fígado pode afetar os hepatócitos, ductos biliares e vasos sanguíneos e é geralmente muito agressivo, podendo provocar dor no abdômen, enjoo, perda do apetite e olhos amarelados, por exemplo. Veja mais sintomas de câncer no fígado.

Como tratar: Geralmente é necessário recorrer a cirurgia para a retirar a região do fígado afetada, podendo ser necessário fazer quimioterapia ou radioterapia antes de a realizar, de forma a diminuir o tamanho do câncer.

7. Acúmulo de gordura

O acúmulo de gordura no fígado é comum em pessoas com obesidade, colesterol alto ou diabetes, podendo ser assintomático ou provocar sintomas como dor do lado direito do abdômen, barriga inchada, enjoo e vômitos.

Como tratar: O tratamento para a gordura no fígado consiste na prática regular de exercício físico e numa alimentação adequada à base de carnes brancas e legumes. Havendo alteração nos níveis de colesterol no sangue, o médico pode indicar uso de medicações para controle. Assista o vídeo seguinte e veja as dicas da nossa nutricionista, da dieta recomendada para fígado gordo:

Imagem representativa do vídeo  

Teste de sintomas de problema no fígado 

Assinale a seguir os sintomas que apresenta e saiba se pode ter algum problema no fígado ou que outras doenças podem estar relacionadas:

  • 1. Sente dor ou desconforto na parte superior direita da barriga? Não Sim
  • 2. Tem sentido enjoo ou tonturas frequentes? Não Sim
  • 3. Sente dor de cabeça frequente? Não Sim
  • 4. Sente que fica cansado/a mais facilmente? Não Sim
  • 5. Tem várias manchas roxas na pele? Não Sim
  • 6. Seus olhos ou pele estão amarelados? Não Sim
  • 7. Sua urina está escura? Não Sim
  • 8. Tem sentido falta de de apetite? Não Sim
  • 9. Suas fezes estão amareladas, cinzentas ou esbranquiçadas? Não Sim
  • 10. Sente que sua barriga está inchada? Não Sim
  • 11. Sente coceira por todo o corpo? Não Sim
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    Como prevenir a dor no fígado

    A dor na região do fígado pode ser prevenida se forem adotados os seguintes cuidados:

    • Beber álcool com moderação;
    • Evitar comportamentos de risco como ter relações sexuais desprotegidas, usar de drogas, ou partilhar seringas, por exemplo;
    • Tomar as vacinas contra o vírus da hepatite A e B;
    • Usar medicamentos de forma moderada, evitando interações medicamentosas;
    • Usar máscara e proteger a pele durante a utilização de produtos tóxicos contidos em tintas e detergentes, por exemplo;

    Além disso, também é muito importante praticar exercício físico com regularidade e fazer uma alimentação equilibrada, com alimentos que ajudem a desintoxicar o fígado, como o limão ou a alcachofra, por exemplo. Veja mais alimentos que desintoxicam o fígado.

    Quando ir ao médico

    Deve-se ir ao médico quando a dor abdominal se torna intensa e persistente ou quando é acompanhada por outros sintomas, como pele e olhos amarelados, inchaço nas pernas, coceira generalizada na pele, presença de urina escura e fezes claras ou com sangue, perda de peso, cansaço, enjoos, vômitos ou perda do apetite.

    Durante a consulta, o médico vai realizar exame físico, de forma a entender onde dói e pode fazer várias perguntas sobre outros sintomas e hábitos alimentares, e pode solicitar alguns exames como ultrassom, ressonância magnética ou tomografia, exames de sangue ou biópsia ao fígado. Conheça mais sobre os exames para avaliar o fígado.