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Depressão ou tristeza: como diferenciar

Byadmin

set 3, 2021
Depressão ou tristeza: como diferenciar
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Tristeza e depressão são duas situações muito diferentes. Enquanto a tristeza é um sentimento normal e passageiro gerado por situações como um desapontamento, lembranças desagradáveis ou o término de um relacionamento, a depressão é uma doença que afeta o humor, gerando tristeza profunda que persiste por muito tempo e que é desproporcional, podendo não ter um motivo justificável para acontecer. Além disso, a depressão pode ser acompanhada de sintomas físicos, como diminuição da atenção, perda de peso e dificuldade em dormir, por exemplo.

Estas diferenças podem ser sutis, e até, difíceis de perceber, por esse motivo é recomendado que, caso a tristeza persista por mais de 14 dias, se faça uma avaliação médica mais detalhada, que poderá ajudar a identificar se existe depressão e orientar um tratamento, que pode incluir o uso de antidepressivos e a realização de sessões de psicoterapia.

Depressão ou tristeza: como diferenciar

Principais diferenças entre tristeza e depressão

Apesar de possuírem sintomas semelhantes, a depressão e a tristeza apresentam alguma diferenças:

TristezaDepressãoTem um motivo justificável, e a pessoa sabe por que está triste, podendo ser um desapontamento ou um fracasso pessoal, por exemploNão tem uma causa que justifique os sintomas, sendo comum a pessoa não saber o motivo da tristeza e achar que tudo está sempre ruim. A tristeza é desproporcional aos acontecimentosÉ temporária, e diminui à medida que o tempo passa ou a causa da tristeza se afastaÉ persistente, dura a maior parte do dia e todos os dias por, pelo menos, 14 diasHá sintomas de vontade de chorar, sentimento de impotência, desmotivação e angústiaAlém dos sintomas de tristeza, há perda do interesse por atividades agradáveis, energia diminuída, além de outros, como pensamento suicida, baixa auto-estima e sensação de culpa

Teste online de depressão

Se acha que realmente pode estar com depressão, faça o teste a seguir e veja qual o seu risco:

  • 1. Sinto que gosto de fazer as mesmas coisas de antes Não Sim
  • 2. Dou risadas espontaneamente e me divirto com coisas engraçadas Não Sim
  • 3. Existem momentos durante o dia em que me sinto alegre Não Sim
  • 4. Sinto que tenho um pensamento rápido Não Sim
  • 5. Gosto de cuidar da minha aparência Não Sim
  • 6. Me sinto animado com coisas boas que estão por vir Não Sim
  • 7. Sinto prazer quando assisto um programa na televisão ou leio um livro Não Sim
  • Imagem que indica que o site está carregando

    Depressão devido ao luto

    É importante diferenciar a depressão devido a um caso de luto, após perda de algo ou alguém querido, pois esta é uma situação que pode apresentar tristeza profunda que persiste por vários meses ou até 1 ano, mas que, tem uma justificativa, tem sentimentos oscilatórios e que pioram com a lembrança da perda. Apesar do luto ser uma resposta de adaptação à perda, a pessoa pode não conseguir se recuperar, sendo muito comum que o luto vire persistente e se torne uma depressão, mas isso só caracteriza a depressão se a pessoa morreu há mais de 1 ano. 

    Como confirmar a depressão

    Para estar deprimida, a pessoa deve ter pelo menos 2 dos seguintes sintomas principais de depressão, durante mais de 14 dias:

  • Humor deprimido que seja anormal para aquela pessoa, mantido por pelo menos 2 semanas, presente durante a maior parte do dia, quase todos os dias, e que não é influenciado pelas circunstâncias;
  • Perda de interesse ou prazer por atividades que normalmente são agradáveis;
  • Sensação de fadiga e energia diminuída.
  • Outros sintomas secundários muito comuns na depressão incluem:

    • Perda da confiança ou auto-estima;
    • Sentimentos de culpa excessiva ou auto-reprovação;
    • Problemas de sono, principalmente insônia, em que a pessoa acorda no meio da noite e não volta a adormecer, ou sonolência excessiva;
    • Pensamento recorrente de morte ou suicídio ou qualquer comportamento suicida;
    • Diminuição da concentração ou capacidade de pensar, havendo indecisão;
    • Excesso de agitação ou lentificação na realização das atividades; 
    • Alteração do apetite, com diminuição ou aumento de peso;
    • Perda do desejo sexual;
    • Depressão pior pela manhã;
    • Perda de peso (5% ou mais do peso corporal no último mês);
    • Irritabilidade e ansiedade excessivas.

    O diagnóstico de depressão pode ser feito por um médico, de preferência psiquiatra, ou por um psicólogo, que pode classificar a depressão de acordo com a sua gravidade, que varia com a quantidade de sintomas presentes. 

    Depressão ou tristeza: como diferenciar

    Como saber se a depressão é leve, moderada ou grave

    A depressão pode ser classificada como:

    • Leve – quando apresenta 2 sintomas principais e 2 sintomas secundários;
    • Moderada – quando apresenta 2 sintomas principais e 3 a 4 sintomas secundários;
    • Grave – quando apresenta 3 sintomas principais e mais de 4 sintomas secundários.

    Após o diagnóstico, o médico poderá orientar o tratamento, que deve ser ajustado aos sintomas presentes.

    Como é feito o tratamento da depressão 

    O tratamento para depressão é feito com o uso de medicamentos antidepressivos recomendados pelo psiquiatra e a realização de sessões de psicoterapia, geralmente, feitas semanalmente com um psicólogo.

    O uso do antidepressivo não causa dependência e deve ser usado enquanto for necessário para que a pessoa seja tratada. Geralmente, seu uso deve persistir por, pelo menos, 6 meses a 1 ano após melhora dos sintomas e, se houve um segundo episódio de depressão, recomenda-se usar por, pelo menos, 2 anos. Entenda quais são os antidepressivos mais comuns e como são usados.

    Já nos casos graves ou que não melhoram, ou após o terceiro episódio de depressão, deve-se considerar usar o medicamento para a vida inteira, sem maiores complicações devido ao uso prolongado.

    No entanto, é preciso levar em consideração que para melhorar a qualidade de vida da pessoa não basta somente tomar remédios ansiolíticos e antidepressivos, sendo importante ser acompanhado por um psicólogo. As sessões podem ser realizadas 1 vez por semana até que a pessoa fique totalmente curada da depressão. Praticar exercícios, encontrar novas atividades e buscar novas motivações são orientações importantes e que ajudam a sair da depressão.