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Neuropatia diabética: o que é, sintomas e tratamento

Byadmin

set 7, 2021
Neuropatia diabética: o que é, sintomas e tratamento

A neuropatia diabética é uma das principais complicações da diabetes, caracterizada pela degeneração progressiva dos nervos, que pode diminuir a sensibilidade ou causar o aparecimento de dor em várias partes do corpo, sendo mais comum nas extremidades como as mãos ou os pés. 

Geralmente, a neuropatia diabética é mais frequente em pessoas que não fazem o tratamento adequado da diabetes, apresentando frequentemente níveis de açúcar altos no sangue, que geram danos progressivos nos nervos. 

O desenvolvimento da neuropatia periférica pode ser lento, não apresentando sintomas nas fases iniciais, mas que com o tempo podem surgir dor, formigamento, sensação de queimação ou perda de sensibilidade da região afetada. 

A neuropatia diabética não tem cura, mas a sua evolução pode ser controlada com o uso de remédios para reduzir os níveis de açúcar no sangue e para aliviar a dor neuropática. Saiba mais como é feito o tratamento para dor neuropática.

Principais sintomas

A neuropatia diabética desenvolve-se lentamente e pode passar despercebida até que sintomas mais graves surjam. Os sintomas variam de acordo com o tipo de neuropatia:

1. Neuropatia periférica

A neuropatia periférica é caracterizada pelo acometimento dos nervos periféricos, sendo o tipo mais comum de neuropatia diabética. Geralmente, inicia-se nos pés e nas pernas, seguido pelas mãos e braços. Os sintomas costumam piorar à noite e incluem:

  • Dormência ou formigamento nos dedos das mãos ou dos pés;
  • Redução da capacidade de sentir dor ou mudanças na temperatura;
  • Sensação de queimação;
  • Dor ou cãibras;
  • Maior sensibilidade ao toque;
  • Perda do tato;
  • Fraqueza muscular;
  • Perda de reflexos, principalmente no calcanhar de aquiles;
  • Perda do equilíbrio;
  • Perda da coordenação motora;
  • Deformidade e dores das articulações.

Além disso, a neuropatia periférica pode causar problemas graves nos pés, como o pé diabético, caracterizado por úlceras ou infecções. Entenda melhor o que é o pé diabético e como tratar

2. Neuropatia autonômica

A neuropatia autonômica afeta o sistema nervoso autônomo que controla vários órgãos que funcionam independentemente da vontade, como o coração, a bexiga, o estômago, os intestinos, os órgãos sexuais e os olhos. 

Os sintomas da neuropatia dependem da área afetada e incluem:

  • Ausência de sintomas de hipoglicemia, como confusão, tontura, fome, tremor ou diminuição da coordenação motora;
  • Prisão de ventre ou diarréia;
  • Náusea, vômito, dificuldade de digestão ou dificuldade de engolir;
  • Secura vaginal;
  • Disfunção erétil;
  • Aumento ou redução da produção de suor;
  • Diminuição da pressão arterial que pode causar tontura quando se levanta;
  • Sensação de coração acelerado, mesmo quando se está parado;
  • Problemas de bexiga como necessidade urinar frequentemente ou ter urgência em urinar, incontinência urinária ou infecção urinária frequente.

Além disso, a neuropatia autonômica pode causar dificuldade no ajustamento visual da luz em ambiente escuro.

3. Neuropatia proximal

A neuropatia proximal, também chamada de amiotrofia diabética ou radiculopatia, é mais comum em idosos e pode afetar os nervos das coxas, dos quadris, das nádegas ou das pernas, além do abdômen e tórax. 

Os sintomas geralmente ocorrem em um lado do corpo, mas podem se espalhar para o outro lado e incluem:

  • Dor intensa no quadril e na coxa ou nas nádegas;
  • Dor de estômago; 
  • Fraqueza nos músculos da coxa;
  • Dificuldade em levantar-se a partir da posição sentada;
  • Inchaço abdominal;
  • Perda de peso.

Pessoas com neuropatia proximal também podem apresentar pé caído ou flácido, como se o pé estivesse relaxado, o que pode causar dificuldade em andar ou quedas.

Neuropatia diabética: o que é, sintomas e tratamento

4. Neuropatia focal

A neuropatia focal, também chamada de mononeuropatia, caracteriza-se pelo acometimento de um nervo específico das mãos, dos pés, das pernas, do tronco ou da cabeça. 

Os sintomas dependem do nervo afetado e incluem:

  • Perda da sensibilidade na área do nervo afetado;
  • Formigamento ou dormência nas mãos ou dedos devido a compressão do nervo ulnar;
  • Fraqueza na mão afetada, que pode dificultar segurar objetos;
  • Dor na parte externa da perna ou fraqueza no dedão do pé, devido a compressão do nervo peroneal; 
  • Paralisia de um lado do rosto, chamada de paralisia de Bell;
  • Problemas na visão como dificuldade de focar um objeto ou visão dupla;
  • Dor atrás do olho;

Além disso, outros sintomas como dor, dormência, formigamento ou sensação de queimação no polegar, dedo indicador e dedo médio, podem acontecer devido a compressão do nervo mediano, que passa pelo punho e enerva as mãos, caracterizando a síndrome do túnel carpo. Saiba mais sobre a Síndrome do túnel do carpo.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da neuropatia diabética é feito pelo endocrinologista e é baseado nos sinais e sintomas apresentados e no histórico da doença. Além disso, o médico deve realizar um exame físico para verificar como está a força e o tônus muscular, testar o reflexo dos tendões e analisar a sensibilidade ao toque e à mudanças de temperatura, como frio e calor. 

O médico também pode realizar ou solicitar exames específicos para confirmar o diagnóstico, como teste de condução nervosa, em que é medida a rapidez com que os nervos dos braços e pernas conduzem sinais elétricos, eletroneuromiografia, que mede as descargas elétricas produzidas nos músculos, ou teste autonômico, que pode ser feito para determinar mudanças na pressão arterial em posições diferentes.

Neuropatia diabética: o que é, sintomas e tratamento

Como é feito o tratamento

O tratamento para neuropatia diabética deve ser orientado por um endocrinologista e, normalmente, é feito para aliviar os sintomas, evitar complicações e diminuir a evolução da doença. 

Os tratamentos para a neuropatia diabética incluem medicamentos como:

  • Antidiabéticos, como injeções de insulina ou ingestão de antidiabéticos orais, para controlar os níveis de açúcar no sangue;
  • Anticonvulsivantes, como pregabalina ou gabapentina para aliviar a dor;
  • Antidepressivos, como amitriptilina, imipramina, duloxetina ou venlafaxina que ajudam a aliviar a dor leve a moderada;
  • Analgésicos opióides tomados por via oral, como tramadol, morfina, oxicodona ou metadona, ou adesivo, como fentanil transdérmico ou buprenorfina transdérmica.

Em alguns casos, o antidepressivo pode ser usado junto com um anticonvulsivante ou esses medicamentos podem ser usados ​​com analgésicos, para ajudar a controlar a dor.

Além disso, para o tratamento de complicações da neuropatia diabética, pode ser necessário cuidados com diferentes especialistas, como urologista para tratar problemas do trato urinário, com medicamentos que regulam a função da bexiga ou remédios para disfunção erétil, por exemplo, ou um cardiologista para controlar a pressão arterial e evitar a cardiomiopatia diabética. Saiba o que é a cardiomiopatia diabética e como tratar

Como evitar a neuropatia

A neuropatia diabética geralmente pode ser evitada se os níveis de glicose no sangue forem controlados rigorosamente. Para isso, algumas medidas incluem:

  • Fazer acompanhamento médico regular;
  • Monitorar os níveis de glicose no sangue em casa com glicosímetros, conforme orientação médica;
  • Tomar os medicamentos ou injetar a insulina, conforme prescrito pelo médico;
  • Praticar atividades físicas de forma regular como caminhada leve, natação ou hidroginástica, por exemplo.

Deve-se ainda fazer uma alimentação equilibrada que inclua fibras, proteínas e gorduras boas, e evitar alimentos com muito açúcar como biscoitos, refrigerantes ou bolos. Confira como fazer a dieta para diabetes.