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7 sintomas de leptospirose (e o que fazer em caso de suspeita)

Byadmin

set 7, 2021
7 sintomas de leptospirose (e o que fazer em caso de suspeita)

Os sintomas de leptospirose podem aparecer até 2 semanas depois do contato com a bactéria responsável pela doença, o que normalmente acontece depois de ter estado em águas com alto risco de estarem contaminadas, como acontece durante as enchentes.

Os sintomas da leptospirose tendem a ser muito parecidos com os de uma gripe, e incluem:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrios;
  • Dores musculares, principalmente na panturrilha, costas e abdômen;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia.
  • Cerca de 3 a 7 dias após o início dos sintomas, pode surgir a tríade de Weil, que é um sinal de gravidade e que se caracteriza pela presença de três sintomas: pele amarelada, insuficiência renal e hemorragias, principalmente pulmonares. Isso acontece quando o tratamento não é iniciado ou não é realizado corretamente, o que favorece o desenvolvimento da bactéria responsável pela leptospirose pela corrente sanguínea.

    Devido ao fato de poder afetar os pulmões, também pode surgir tosse, dificuldade para respirar e hemoptise, que corresponde à tosse com sangue.

    O que fazer em caso de suspeita

    Caso se suspeite de leptospirose é muito importante consultar um clínico geral ou infectologista, para avaliar os sintomas e o histórico clínico, incluindo a possibilidade de se ter estado em contato com águas contaminadas.

    Para confirmar o diagnóstico, o médico pode ainda pedir exames de sangue e urina para avaliar a função dos rins, fígado e a capacidade de coagulação. Assim, é recomendada a avaliação dos níveis de ureia, creatinina, bilirrubina, TGO, TGP, gama-GT, fosfatase alcalina, CPK e PCR, além do hemograma completo.

    Além desses exames, é indicada também a realização de exames para identificar o agente infeccioso, além de antígenos e anticorpos produzidos pelo organismo contra esse microrganismo.

    Como se pega a leptospirose

    A principal forma de transmissão da leptospirose é através do contato com água contaminada com urina de animais capazes de transmitir a doença e, por isso, é frequente durante as enchentes. Mas a doença também pode ocorrer em pessoas que entram em contato com o lixo, terrenos baldios, entulhos e águas paradas porque a bactéria da leptospirose pode permanecer viva durante 6 meses em locais úmidos ou molhados.

    Assim, a pessoa pode se contaminar ao pisar em poças de águas na rua, ao limpar terrenos baldios, ao mexer no lixo acumulado ou ao frequentar o lixão da cidade, sendo mais comum em pessoas que trabalham como empregadas domésticas, pedreiros e lixeiros. Confira mais detalhes da transmissão da leptospirose.

    Como se trata

    O tratamento para leptospirose deve ser indicado pelo clínico geral ou pelo infectologista e, normalmente, é feito em casa com o uso de antibióticos, como Amoxicilina ou Doxiciclina, por pelo menos 7 dias. Para aliviar a dor e os desconforto o médico também poderá indicar o uso de Paracetamol. 

    Além disso, é importante ficar de repouso e beber bastante água para se recuperar mais rápido e por isso o ideal é que a pessoa não trabalhe e não frequente a escola, se possível. Veja mais sobre o tratamento para a leptospirose.