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Hemostasia: o que é e como acontece

Byadmin

set 5, 2021
Hemostasia: o que é e como acontece

A hemostasia corresponde a uma série de processos que acontecem dentro dos vasos sanguíneos que tem como objetivo manter o sangue fluido, sem que haja a formação de coágulos ou hemorragia.

Didaticamente a hemostasia acontece em três etapas que acontecem de forma rápida e coordenada e envolve principalmente plaquetas e proteínas responsáveis pela coagulação e fibrinólise.

A hemostasia acontece didaticamente em três etapas que são dependentes e ocorrem de forma simultânea:

1. Hemostasia primária

A hemostasia tem início a partir do momento que ocorre lesão no vaso sanguíneo. Como resposta à lesão, acontece a vasoconstrição do vaso lesionado com o objetivo de diminuir o fluxo sanguíneo local e, assim, evitar a hemorragia ou a trombose.

Ao mesmo tempo as plaquetas são ativadas e aderem ao endotélio dos vasos por meio do fator de von Willebrand. Em seguida as plaquetas alteram o seu formato para que possam liberar o seu conteúdo no plasma, que tem como função recrutar mais plaquetas para o local da lesão, e passam a aderir umas as outras, formando o tampão plaquetário primário, que possui efeito temporário.

Saiba mais sobre as plaquetas e suas funções.

2. Hemostasia secundária

Ao mesmo tempo que ocorre a hemostasia primária, a cascata de coagulação é ativada, fazendo com que as proteínas responsáveis pela coagulação seja ativada. Como resultado da cascata de coagulação há formação de fibrina, que tem como função reforçar o tampão plaquetário primário, tornando-o mais estável.

Os fatores da coagulação são proteínas que circulam no sangue em sua forma inativa, mas são ativadas de acordo com a necessidade do organismo e possuem como objetivo final a transformação do fibrinogênio em fibrina, que é essencial para o processo de estancamento do sangue.

3. Fibrinólise

A fibrinólise é a terceira etapa da hemostasia e consiste no processo de destruição do tampão hemostático, de forma gradual, para restaurar o fluxo sanguíneo normal. Esse processo é mediado pela plasmina, que é uma proteína proveniente do plasminogênio e que tem como função degradar a fibrina.

Hemostasia: o que é e como acontece

Como identificar alterações da hemostasia

As alterações da hemostasia podem ser detectadas por meio de exames de sangue específicos, como por exemplo:

  • Tempo de sangramento (TS): Esse exame consiste em verificar o tempo em que ocorre a hemostase e pode ser feito por meio de um pequeno furo na orelha, por exemplo. Por meio do resultado do tempo de sangramento é possível avaliar a hemostasia primária, ou seja, se as plaquetas possuem função adequada. Apesar de ser um teste muito utilizado, essa técnica pode causar desconforto, principalmente em crianças, já que é necessário fazer um pequeno furo na orelha e possui correlação baixa com a tendência de hemorragia da pessoa;
  • Teste de agregação plaquetária: Por esse exame é possível verificar a capacidade de agregação das plaquetas, sendo também útil como forma de avaliar a hemostasia primária. As plaquetas da pessoa são expostas a diversas substâncias capazes de induzir a coagulação e o resultado pode ser observado em um equipamento que mede o grau de agregação das plaquetas;
  • Tempo de protrombina (TP): Esse exame avalia a capacidade do sangue de coagular a partir da estimulação de uma das vias da cascata de coagulação, a via extrínseca. Assim, verifica em quanto tempo o sangue leva para gerar o tampão hemostático secundário. Entenda o que é e como é feito o exame tempo de protrombina;
  • Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado (TTPA): Esse exame também avalia a hemostasia secundária, no entanto verifica o funcionamento dos fatores de coagulação presentes na via intrínseca da cascata de coagulação;
  • Dosagem do fibrinogênio: Esse teste é feito com o objetivo de verificar se há quantidade suficiente de fibrinogênio que possa ser utilizado para gerar fibrina.

Além desses testes, o médico pode recomendar outros, como a dosagem dos fatores de coagulação, por exemplo, para que se possa saber se há deficiência de algum fator de coagulação que possa interferir no processo de hemostasia.