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Colestase gestacional: o que é, sintomas e tratamento

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set 5, 2021
Colestase gestacional: o que é, sintomas e tratamento

A colestase gestacional, também chamada de colestase intra-hepática da gravidez, é uma doença em que a bile produzida no fígado não consegue ser liberada no intestino para participar do processo de digestão de gorduras, e acaba se acumulando no corpo, o que leva ao aparecimento de alguns sintomas como coceira intensa no corpo, fezes claras, urina escura e perda do apetite, por exemplo.

Esses sintomas geralmente podem ser sentidos no final do segundo trimestre ou início do terceiro trimestre da gestação e devem ser sempre comunicados ao obstetra para que seja feita avaliação e acompanhamento, pois a colestase gestacional pode causar complicações no feto como parto prematuro, problemas respiratórios ou sofrimento fetal.

O tratamento da colestase gestacional deve ser indicado pelo obstetra e pode ser feito para controlar os sintomas através do uso de cremes corporais para aliviar a coceira, ou de medicamentos para reduzir a quantidade de bile no sangue, ou aumentar a quantidade de vitamina K do corpo da gestante. Geralmente, a colestase gestacional melhora após o nascimento do bebê, no entanto a mulher deve fazer acompanhamento com o ginecologista por 6 a 12 semanas após o parto, até que os exames do fígado estejam normais.

Principais sintomas

O principal sintoma da colestase gestacional é coceira generalizada em todo o corpo, que começa na palma das mãos e na sola dos pés, se espalhando então para o restante do corpo. A coceira pode surgir principalmente a partir do 6º mês de gestação e piorar durante a noite, e em alguns casos também podem ocorrer formação de pequenas bolinhas na pele. Outros sintomas da colestase gestacional incluem:

  • Urina escura;
  • Fezes claras ou esbranquiçadas;
  • Gordura nas fezes;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Dor na parte superior direita da barriga;
  • Náusea;
  • Falta de apetite;
  • Cansaço excessivo.

É importante consultar o obstetra logo que os sintomas apareçam para que seja feito o diagnóstico da colestase gestacional que pode ser realizado com base no histórico clínico, exame físico e através de exames que avaliam o funcionamento do fígado como os níveis de ácidos biliares no sangue e enzimas hepáticas TGO e TGP.

Possíveis causas

A causa exata da colestase gestacional é desconhecida, mas alguns fatores podem contribuir para o aparecimento, como história de colestase gestacional na família, gravidez de gêmeos ou mais bebês, ou problemas no fígado anterior à gestação.

Além disso, as alterações hormonais da gravidez podem estar associadas ao aparecimento da colestase gestacional, pois os níveis de hormônios, principalmente estrógeno e progesterona, aumentam à medida que o parto se aproxima e podem causar uma diminuição do fluxo da bile pelo fígado, fazendo com que se acumule nesse órgão e entre na corrente sanguínea, causando os sintomas.

Possíveis riscos para o bebê

A colestase gestacional pode afetar o bebê em desenvolvimento pois a bilirrubina presente na bile da mãe pode atravessar a placenta e se acumular no líquido amniótico e no corpo do bebê, podendo levar a complicações como:

  • Nascimento prematuro;
  • Problemas pulmonares por respirar o mecônio;
  • Sofrimento fetal, com alteração dos batimentos cardíacos e diminuição dos movimentos do bebê;
  • Morte dentro do útero no final da gravidez.

Como essas complicações podem ser perigosas para o bebê, o obstetra pode recomendar uma cesariana ou que o parto seja induzido antes de completar as 40 semanas da gestação.

Como é feito o tratamento

O tratamento da colestase gestacional deve ser orientado pelo obstetra e tem como objetivo aliviar os sintomas da mulher e prevenir complicações para o bebê.

Para controlar a coceira, o médico pode indicar para a gestante o uso de cremes corporais, podendo-se também utilizar alguns medicamentos para diminuir a quantidade de bile no sangue, como o ácido ursodesoxicólico, e suplementos de vitamina K para ajudar a prevenir hemorragias, pois essa vitamina passa a ser pouco absorvida no intestino. 

Caso o tratamento com o ácido ursodesoxicólico não diminua a quantidade de bile no sangue, o médico pode recomendar o parto prematuro, que geralmente é feito na 37ª ou 38ª semanas da gestação, para reduzir o risco de complicações graves no bebê. 

Além disso, durante a gravidez, é necessário monitorar o bebê através de exames para avaliar os batimentos cardíacos, os movimentos, o tônus ​​muscular, a respiração e a quantidade de líquido amniótico.