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Maconha: quais os efeitos, benefícios e efeitos colaterais da planta medicinal

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set 1, 2021
Maconha: quais os efeitos, benefícios e efeitos colaterais da planta medicinal

A maconha, também conhecida por marijuana, é obtida de uma planta com o nome científico Cannabis sativa, que tem na sua composição diversas substâncias, entre elas o tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD), com efeitos psicoativos como sensação de euforia, relaxamento e sensação de bem-estar, que é o que leva utilização da maconha de forma recreativa.

Alguns estudos mostram que o uso da maconha pode proporcionar diversos benefícios terapêuticos e, por isso, suas substâncias ativas, principalmente o CBD, são utilizados na medicina para o tratamento de esclerose múltipla, epilepsia, depressão ou dor crônica causada pela artrite ou fibromialgia, por exemplo.

O consumo de maconha é proibido no Brasil, porém, em alguns casos, o CBD, pode ser usado para fins terapêuticos, mediante autorização específica.

Maconha: quais os efeitos, benefícios e efeitos colaterais da planta medicinal

Quais os benefícios da maconha

Nos últimos anos, estudos têm demonstrado diversas propriedades terapêuticas das substâncias presentes na maconha, principalmente o CBD, que apesar de ter estrutura semelhante ao THC, não provoca tanta euforia e tem menos efeitos colaterais do que o THC. Por isso, o CBD tem sido adotado como opção farmacológica em alguns países.

Embora não sejam ainda amplamente utilizados, os componentes da maconha têm sido utilizados na medicina para diversos problemas de saúde como:

  • Alívio da dor crônica causada pela artrite, fibromialgia ou enxaqueca;
  • Diminuição da inflamação em doenças como síndrome do intestino irritável, doença de Chron ou artrite reumatóide;
  • Alívio das náuseas e vômitos causados por quimioterapia;
  • Estimulante do apetite em pacientes com AIDS ou câncer;
  • Tratamento das convulsões em pessoas com epilepsia;
  • Tratamento da rigidez muscular e dor neuropática em pessoas com esclerose múltipla;
  • Analgésico em doentes terminais com câncer;
  • Tratamento da obesidade;
  • Tratamento da ansiedade e depressão;
  • Diminuição da pressão intraocular, útil nos casos de glaucoma;
  • Atividade antitumoral.

No Brasil, existe apenas um medicamento com CBD autorizado para comercialização, vendido com receita médica, com o nome comercial Mevatyl, que tem também outra substância adicionada, o THC, sendo indicado para o tratamento de espasmos musculares em pessoas com esclerose múltipla. Veja todas as indicações do CBD.

Além disso, também é possível importar outros medicamentos com esta substância, com a devida autorização.

Assista o vídeo e confira os benefícios terapêuticos do canabidiol, assim como seus efeitos colaterais:

Imagem representativa do vídeo

Efeitos da maconha

As substâncias da maconha, CBD e THC, agem como neurotransmissores ao se ligarem em estruturas nas células nervosas, chamadas receptores canabinoides, provocando efeitos analgésicos, anti-inflamatórios ou neuroprotetor.

Esses efeitos podem variar de pessoa para pessoa, e dependem da quantidade de maconha utilizada e da pureza e da potência das substâncias ativas. Quando é fumada, a maconha pode provocar efeitos em poucos minutos, como euforia leve, com distorções do tempo, do espaço e do senso de organização do próprio corpo, desorganização dos processos mentais, distúrbios de memória, falta de atenção e, em alguns casos, a pessoa pode sentir-se mais valorizada e com maior capacidade para socializar.

Além disso, simultaneamente aos efeitos que levam a pessoa a usar a maconha, pode ainda surgir tontura, distúrbios de coordenação e de movimento, sensação de peso nos braços e pernas, secura na boca e na garganta, vermelhidão e irritação nos olhos, aumento da frequência cardíaca e aumento do apetite.

Cuidados a ter com o uso

O consumo de maconha apresenta muitos riscos para a saúde, sendo proibido no Brasil, porém, muitas pessoas continuam fumando esta planta. Nestes casos, essas pessoas devem ter especial atenção ao seguinte:

  • Evitar misturar maconha com álcool ou outras drogas;
  • Procurar lugares calmos e evitar situações de conflito;
  • Evitar consumir a maconha quando é necessário estudar, trabalhar ou tomar decisões importantes;
  • Evitar dirigir quando se consome maconha, procurando andar a pé ou viajar de transportes públicos;
  • Se depois ou durante o consumo, a pessoa se sentir deprimida, triste ou ansiosa, deve evitar consumir novamente, para não agravar a situação;
  • Ter cuidado com as pessoas com quem usar a droga, mas evitar fazê-lo sozinho;

Além disso, se a pessoa se sentir mal durante o consumo de maconha, deve procurar ajuda do médico o mais rápido possível.

Efeitos colaterais da maconha

Alguns dos efeitos colaterais imediatos e mais comuns associados ao consumo da maconha são aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial e alterações no fluxo cerebral. Além disso, pessoas que usam maconha regularmente por algum tempo, podem sofrer distúrbios de memória e habilidade de processar informações complexas, distúrbios do sistema respiratório, pela constante presença da fumaça nos pulmões, aumento do risco de desenvolver câncer de pulmão.

É importante ainda referir que a maconha, se usada com frequência, torna-se um fator de risco para o desenvolvimento de depressão grave, transtornos psicóticos e deficiências cognitivas irreversíveis, e causa tolerância e dependência psíquica.

Além disso, quanto mais cedo a pessoa inicia o uso da maconha, mais malefícios tem para o corpo e, caso tenha havido exposição intra-uterina, os malefícios ainda são maiores, pois atua no cérebro em desenvolvimento do bebê. Veja todos os malefícios que a maconha tem para a saúde a curto e a longo prazo.