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Síndrome de Estocolmo: o que é, como identificar e tratamento

Byadmin

ago 31, 2021
Síndrome de Estocolmo: o que é, como identificar e tratamento

A síndrome de Estocolmo é um transtorno psicológico que pode acontecer em pessoas que encontram-se em situação de tensão, como por exemplo no caso de sequestros, prisão domiciliar ou situações de abuso, por exemplo. Nessas situações, o subconsciente é capaz de fazer com que a vítima estabeleça uma conexão mais pessoal e emocional com o agressor com o objetivo de preservar a vida.

Essa síndrome foi primeiramente descrita em 1973 após o sequestro de um banco em Estocolmo, na Suécia, em que as vítimas estabeleceram laços de amizade com os sequestradores, de modo que acabaram por visitá-los na prisão, além de afirmarem que não houve qualquer tipo de violência física ou psicológica que pudesse sugerir que suas vidas estavam em perigo.

Como identificar a síndrome de Estocolmo

A síndrome de Estocolmo não está listada no manual de doenças psiquiátricas e, por isso, não possui sinais e sintomas comprovados cientificamente e nem amplamente estudados, no entanto é possível identificar essa síndrome através de algumas características que podem ser notadas quando a pessoa encontra-se em uma situação de estresse e tensão em que sua vida está em risco, como por exemplo:

  • Desenvolvimento de sentimentos positivos para o agressor;
  • Desenvolvimento de sentimentos negativos pela polícia, autoridades ou outras pessoas que estejam ajudando a vítima a se afastar do agressor;
  • Desenvolvimento de identificação emocional e amizade com o agressor;
  • A vítima passa a acreditar que possui os mesmos valores e objetivos que o agressor.

Essa características são desencadeadas pelo sentimento de insegurança, isolamento e/ou ameaças e é uma forma do subconsciente preservar a vida, no entanto ao longo do tempo, devido aos laços emocionais criados, os pequenos atos de gentileza por parte dos infratores, por exemplo, tendem a ser ampliados pelas pessoas que possuem a Síndrome, o que faz com que sintam-se mais seguras e tranquilas diante da situação e que qualquer tipo de ameaça seja esquecida ou desconsiderada.

Fatores de risco

A síndrome de Estocolmo se desenvolve em situações em que há reféns e, por isso, alguns fatores que foram identificados que podem influenciar o desenvolvimento dessa síndrome são:

  • Tipo de personalidade e história pessoal da pessoa feita de refém;
  • Necessidade de aprovação por figuras de autoridade, como chefe ou pais;
  • Tempo que a vítima passou com o sequestrador.

Porém existem outros estudos que indicam que outros fatores podem também levar à síndrome de Estocolmo, como identificação com o agressor, necessidade de segurança e esperança que faz com que o refém ignore o lado negativo da situação e do sequestrador.

Como é o tratamento

Como a síndrome de Estocolmo não é facilmente identificável, apenas quando a pessoa encontra-se em uma situação de risco, não há tratamento indicado para esse tipo de Síndrome. Além disso, as características da Síndrome de Estocolmo são devido à resposta do subconsciente, não sendo possível verificar o motivo pela qual realmente acontecem, porém acredita-se que quem tenha sofrido alguma experiência traumática, como relacionamentos abusivos e abuso sexual, por exemplo, desenvolvem essa síndrome com maior facilidade.

Apesar de não haver tratamento muito bem estabelecido, é importante que seja feito psicoterapia, pois assim é possível que o terapeuta identifique o possível fator que levou o desenvolvimento da síndrome e ajude a pessoa a superar o trauma.