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Calendário de vacinação do idoso

Byadmin

ago 27, 2021
Calendário de vacinação do idoso

A vacinação é uma parte muito importante da saúde, pois permite desenvolver a imunidade, tornando o corpo mais capaz de combater e prevenir vários tipos de infecção. Por isso, é essencial que as pessoas a partir dos 60 anos tenham seu calendário de vacinação atualizado, ficando atentas às campanhas de vacinação do governo, principalmente à vacinação da gripe, que é um problema muito comum mas que traz maiores riscos com o avançar da idade.

As vacinas recomendadas no calendário de vacinação do idoso determinadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações, de forma rotineira, são 5:

  • Gripe (Influenza);
  • Pneumonia pneumocócica;
  • Herpes zóster;
  • Hepatite B;
  • Difteria e tétano.

Além disso, existem outras 4 vacinas que podem ser administradas durante surtos ou se existirem situações de risco aumentado. Essas incluem a vacina para hepatite A, febre amarela, vacina meningocócica conjugada e a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

Além destas, a vacina da COVID-19 também deve ser feita por todos os idosos. Saiba mais sobre a vacina da COVID-19, doses e esquema e vacinação.

Vacinas de rotina

As vacinas de rotina são disponibilizadas pelo Ministério da Saúde e podem ser administradas gratuitamente nos postos de saúde do SUS:

1. Vacina contra a gripe

A vacina contra a gripe protege da infecção respiratória causada por diferentes tipos do vírus Influenza. Esta vacina é muito importante nos idosos porque, à medida que o corpo envelhece, o sistema imunológico e a capacidade respiratória ficam mais enfraquecidos, favorecendo o risco de complicações, especialmente pneumonia.

  • Quando tomar: é aconselhada especialmente após os 55 anos e deve ser administrada 1 vez por ano, de preferência, antes do início do outono;
  • Quem não deve tomar: pessoas com história de reação anafilática ou alergia grave ao ovo de galinha e seus derivados, ou a qualquer outro componente da vacina. Deve-se adiar a vacina em pessoas apresentam febre moderada a grave ou alterações da coagulação sanguínea, se feita por via intramuscular.

A vacina contra precisa ser tomada anualmente para que seja garantido o seu efeito protetor, pois o vírus da Influenza é capaz de sofrer mutações e, assim, pode se tornar resistente à vacina do ano anterior. Veja mais detalhes sobre a vacina da gripe.

2. Vacina pneumocócica

A vacina pneumocócica previne o desenvolvimento de infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, principalmente a pneumonia e a meningite bacteriana, além de prevenir que essa bactéria se espalhe no organismo e cause uma infecção generalizada do organismo.

Existem 2 tipos diferentes desta vacina para idosos, que são a Polissacarídica 23-valente (VPP23), que contém 23 tipos de pneumococos, e a Conjugada 13-valente (VPC13), que contém 13 tipos.

  • Quando tomar: geralmente é feito um esquema de 3 doses, iniciando-se com a VPC13, seguida, após seis a doze meses, da VPP23, e uma outra dose de reforço da VPP23 após 5 anos. Se o idoso já recebeu uma primeira dose de VPP23, deve-se aplicar a VPC13 após 1 ano e agendar a dose de reforço da VPP23 após 5 anos da primeira dose.
  • Quem não deve tomar: pessoas que mostraram reação anafilática à dose anterior da vacina ou algum de seus componentes. Além disso, a vacina deve ser adiada em caso de febre ou alterações da coagulação sanguínea, se feita via intramuscular.

Esta vacina é especialmente indicada para idosos que estão vivendo em casas de repouso comunitárias.

3. Vacina contra herpes zóster

O herpes zóster é uma doença causada pela reativação do vírus da catapora que pode permanecer alojado por vários anos nos nervos do corpo, e que provoca o surgimento de pequenas bolhas na pele, avermelhadas e muito dolorosas. Entenda melhor o que é e como tratar o herpes zóster.

  • Quando tomar: está recomendada uma dose única, para todas as pessoas com idade acima de 60 anos. Para as pessoas que já apresentaram quadro de herpes zóster, é preciso aguardar o intervalo mínimo de 1 ano para a aplicação da vacina.
  • Quem não deve tomar: pessoas com alergia aos componentes da vacina.

No caso de idosos com imunidade comprometida por doenças ou uso de medicamentos, a administração da vacina deve ser discutida com o médico.

4. Vacina contra o tétano e a difteria

A vacina dupla viral, ou dT, confere proteção contra as infecções por tétano, que é uma grave doença infecciosa que pode levar à morte, e a difteria, que é uma doença infecciosa muito contagiosa.

  • Quando tomar: de 10 em 10 anos, como reforço para pessoas que foram corretamente vacinadas na infância. Para idosos que não foram vacinados ou que não têm nenhum registro da vacina, é necessário fazer o esquema de 3 doses com um intervalo de 2 meses entre cada e, em seguida, fazer o reforço a cada 10 anos.
  • Quando não deve tomar: no caso de reação anafilática anterior à vacina ou a algum de seus componentes. Deve ser adiada em caso de doenças da coagulação sanguínea, se feita via intramuscular.

Esta vacina está disponível gratuitamente nos postos de saúde, no entanto, também existe a vacina tríplice bacteriana do adulto, ou dTpa, que além do tétano e difteria protege contra o coqueluche, mas que apenas está disponível em clínicas particulares de imunização.

5. Vacina contra hepatite B

A vacina da hepatite B deve ser administrada em idosos que nunca receberam a vacina ou que não possuem registro dessa vacinação.

  • Quando tomar: a vacina contra hepatite B é feita em 3 doses, no esquema 0 – 1 – 6 meses.
  • Quem não deve tomar: pessoas com reação anafilática aos componentes da vacina. Deve ser adiada em casos de doença febril aguda ou alterações da coagulação se uso intramuscular.

Esta vacina também pode ser administrada em conjugação com a vacina contra a vacina da hepatite A, no entanto, essa opção só está disponível em clínicas privadas.

Vacinas não-rotineiras

As vacinas que não fazem parte do calendário de vacinação de rotina podem ser administradas em pessoas com risco aumentado ou quando se viaja para um lugar em que existe um maior número de casos da infecção. A maioria destas vacinas não está disponível pelo SUS e devem ser feitas em clínicas privadas.

1. Vacina contra a febre amarela

Esta vacina confere proteção contra a infecção da febre amarela e é recomendada para habitantes de áreas endêmicas, pessoas com viagem para áreas com a doença ou sempre que houver exigência internacional.

  • Quando tomar: o ministério da saúde recomenda apenas 1 dose para a vida inteira a partir dos 9 meses de idade, entretanto, pessoas que nunca tomaram a vacina, devem tomar a dose caso residam ou viajem para uma região de risco.
  • Quem não deve tomar: idosos com histórico de reação alérgica ao ovo de galinha ou aos componentes da vacina. Além disso também não deve ser administrada quando existem doenças que reduzem a imunidade, como câncer, diabetes, AIDS ou quando se está fazendo uso de medicamentos imunossupressores, quimioterápicos ou radioterápicos.

A vacina da febre amarela está disponível gratuitamente no SUS, mas só deve ser administrada nos casos de maior necessidade.

2. Vacina meningocócica

Esta vacina fornece proteção contra a bactéria Neisseria meningitidis, também conhecida como Meningococo, que é capaz de se espalhar pela corrente sanguínea e causar infecções graves, como a meningite e a meningococcemia.

Como ainda não há muitos estudos científicos feitos com esta vacina em idosos, ela costuma ser recomendada em alguns casos de maior risco, como em situações de epidemia da doença ou viagens para áreas de risco.

  • Quando tomar: deve ser administrada uma dose única, em casos de epidemias.
  • Quem não deve tomar: pessoas com alergia a qualquer componente da vacina. Adiar em caso de doença com febre ou doenças que causam alteração da coagulação.

A vacina meningocócica está disponível somente em clínicas privadas de imunização.

3. Vacina tríplice viral

Esta é a vacina contra os vírus do sarampo, caxumba e rubéola, que é necessária em casos de risco aumentado para infecção, como situações de surtos, viagens para locais de risco, pessoas que nunca foram infectadas ou que não tenham recebido as 2 doses da vacina ao longo da vida.

  • Quando tomar: são necessárias apenas 2 doses ao longo da vida, com intervalo mínimo de 1 mês.
  • Quem não deve tomar: pessoas com imunidade gravemente comprometida ou que tiveram reação anafilática após ingestão de ovo.

Não está disponível gratuitamente para idosos, exceto em períodos de campanhas, sendo necessário dirigir-se a uma clínica de imunização privada.

4. Vacina contra hepatite A

A proteção contra a hepatite A está aconselhada para após a avaliação sorológica para pessoas que têm contato com outras pessoas com hepatite A ou quando existe um surto da infecção. A avaliação sorológica serve para avaliar se a pessoa já desenvolveu imunidade natural contra a infecção ao longo da vida.

  • Quando tomar: são necessárias duas doses, com intervalo de 6 meses.
  • Quem não deve tomar: pessoas com reação anafilática aos componentes da vacina. Deve ser adiada em casos de doença febril aguda ou alterações da coagulação se uso intramuscular.

A vacina contra hepatite A só é disponibilizada em clínicas particulares de imunização.