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19 dúvidas sobre a vacina do coronavírus (COVID-19)

Byadmin

ago 25, 2021
19 dúvidas sobre a vacina do coronavírus (COVID 19)

A vacinação contra a COVID-19 é um tema bastante polêmico, especialmente porque as vacinas foram desenvolvidas em tempo recorde para tentar combater a pandemia mundial causada pelo novo coronavírus. Por esse motivo, muitas dúvidas e mitos têm surgido sobre a vacina, especialmente relacionados com a sua segurança e eficácia.

A seguir apresentamos uma lista das dúvidas mais frequentes, explicadas e esclarecidas com base em evidência científica.

A vacina continua sendo a forma mais eficaz de proteger contra a infecção grave da COVID-19, que pode levar ao internamento e colocar a vida em risco.

1. A vacina é segura?

A vacina da COVID-19 foi sujeita a vários testes para garantir a sua eficácia, segurança e qualidade. Independente do laboratório e do tipo de vacina, todas foram devidamente aprovadas pela OMS e são consideradas seguras.

2. A vacina é obrigatória?

A vacina contra o novo coronavírus é fornecida gratuitamente e é voluntária, ou seja, só deve ser feita por quem desejar fazer a vacinação, não sendo obrigatória. Ainda assim, as autoridades de saúde recomendam a vacinação, como meio de proteção individual e para ajudar no controle da pandemia.

3. Quem pode tomar a vacina?

A vacina contra a COVID-19 está indicada para todas as pessoas, no entanto, é aconselhado consultar o médico em algumas situações específicas, como ter histórico anterior de alergias, principalmente a algum tipo de vacinação, ou ter enfraquecimento do sistema imune, como acontece em pacientes com câncer ou a fazer tratamentos que dificultem o funcionamento do sistema imunológico.

Uma vez que o acesso à vacinação é limitado, cada país implementou um plano de vacinação que divide a população em grupos de prioridade, de forma a providenciar as primeiras vacinas para as pessoas com maior risco de uma infecção grave.

4. A vacina é 100% eficaz?

Nenhuma vacina é considerada 100% eficaz, seja contra a COVID-19 ou qualquer outra infecção prevenível. No entanto, a maior parte das vacinas contra a COVID-19 garante uma proteção quase total contra as formas mais graves da doença, o que diminui o risco de internamento, assim como a mortalidade. Veja a taxa de eficácia de cada vacina da COVID-19.

Alguns fatores que podem afetar a eficácia da vacina são:

  • Idade mais avançada;
  • Sistema imunológico comprometido, por doenças autoimunes ou tratamento do câncer, por exemplo;
  • Doenças associadas, como hipertensão, diabetes ou problemas respiratórios.

Estes fatores diminuem a capacidade do sistema imune para criar uma resposta robusta contra o vírus, fazendo com que a eficácia da vacina possa estar diminuída. Ainda assim, a vacinação continua sendo a melhor forma de treinar o organismo e diminuir o risco de ter uma infecção grave.

A não-vacinação não protege contra a infecção pela COVID-19, nem as formas graves da doença.

5. Posso tomar a vacina se tiver febre, tosse ou sintomas de gripe?

A vacina não é recomendada nessa situação, uma vez que o sistema imunológico encontra-se mais fragilizado. Além disso, como os sintomas da COVID-19 podem ser confundidos com os da gripe, a recomendação é que a pessoa permaneça em isolamento e siga todas as orientações para um caso suspeito. Veja o que fazer em caso de suspeita de COVID-19.

6. Quem já teve COVID-19, precisa ser vacinado?

A vacinação contra a COVID-19 está indicada mesmo para quem já esteve infectado, uma vez que os estudos apontam que é possível voltar a desenvolver a infecção.

Pessoas com uma infecção ativa não devem fazer a vacinação, sendo orientadas, no Brasil, a tomar a vacina mais de 30 dias após o diagnóstico inicial, e caso façam parte do grupo que está sendo vacinado, de acordo com o plano de vacinação. No caso de Portugal, a vacina é recomendada 6 meses após a infecção por COVID.

7. Posso tomar a vacina da COVID junto com a vacina da gripe?

Não existem estudos que demonstrem a segurança de administrar a vacina da COVID no mesmo momento que a vacina da gripe. Por esse motivo, o Ministério da Saúde indica que sejam feitas com um intervalo de, pelo menos, 15 dias. Pessoas que sejam chamadas para fazer ambas as vacinas no mesmo período devem dar prioridade para a vacina da COVID-19, fazendo depois a vacinação contra a gripe.

No caso de vacinas contra a COVID-19 que precisam de 2 doses administradas com menos de 4 semanas de intervalo, como acontece com a Coronavac, deve-se primeiro fazer as duas doses dessa vacina e só depois receber a vacina da gripe, respeitando o intervalo de 2 semanas desde a 2ª dose.

Já vacinas que precisam de um intervalo maior entre as doses, como é o caso da vacina da AstraZeneca, Moderna ou Pfizer, a vacina da gripe pode ser administrada entre as 2 doses, desde que seja respeitado o período de 2 semanas a partir da 1ª dose e 2 semanas antes da 2ª dose da vacina da COVID-19.

8. Que reações adversas podem surgir?

Assim como qualquer outro tipo de vacina, a vacina da COVID-19 também pode provocar aparecimento de alguns efeitos secundários, principalmente dor no local da injeção, como inchaço, dor e vermelhidão. Além disso, algumas pessoas podem ainda apresentar cansaço, dor muscular, febre e dor de cabeça. Estes sintomas geralmente são leves e tendem a desaparecer em poucos dias. Veja quais as reações adversas mais comuns e o que fazer para tratar cada uma.

9. Quanto tempo a vacina demora para fazer efeito?

A vacina da COVID-19 demora algumas semanas para apresentar o efeito de proteção esperado, uma vez que o corpo precisa de tempo para produzir os anticorpos que irão assegurar a imunidade contra o vírus. Dessa forma, pessoas que tenham estado em contato com o vírus nas semanas anteriores à vacinação, ou logo após receber a vacina, podem ainda desenvolver infecção, já que o corpo ainda não possui os anticorpos necessários.

É também importante lembrar que, no caso das vacinas que precisam de 2 doses diferentes, a maior taxa de proteção apenas acontece 2 a 3 semanas após a 2ª dose.

10. Posso atrasar a 2ª dose da vacina?

O ideal é que a segunda dose da vacina seja feita no período estipulado, pois assim garante-se que o reforço é feito no pico de produção de anticorpos que acontece após a primeira dose. No entanto, se não for possível fazer a vacinação nessa data, é recomendado que a segunda dose seja realizada o mais cedo possível. Isso porque, embora a primeira dose não deixe de apresentar efeito, a eficácia da vacina só é garantida depois que as duas doses são administradas.

Assim, a segunda dose deve ser feita de acordo com as recomendações do fabricante:

  • Coronavac: 2 a 4 semanas;
  • Pfizer e BioNTech: 28 dias;
  • Moderna: 28 dias;
  • Covaxin: 28 dias;
  • Astrazeneca: 12 semanas;
  • Sputnik V: 21 dias.

Sempre que possível, a OMS recomenda que as duas doses sejam da mesma vacina. Porém, se existirem situações em que isso não é possível, a segunda dose deve ser feita com outra vacina que seja do mesmo tipo. Confira os principais tipos de vacina e como funcionam.

11. Quanto tempo dura a imunidade conferida pela vacina?

Ainda não se conhece a duração da imunidade conferida pela vacina, no entanto, os primeiros estudos sugerem que a proteção se mantenha por, pelo menos, 4 meses, diminuindo gradualmente depois desse período. Ainda assim, serão necessários mais estudos.

12. É preciso repetir a vacinação periodicamente?

Não se conhece por quanto tempo a vacina da COVID-19 confere imunidade, por isso não é possível afirmar se a vacinação precisará ser feita de forma periódica. No entanto, caso se verifique que a proteção é pouco duradoura, é possível que seja necessário realizar a vacinação periódica, principalmente dos grupos de maior risco.

13. Posso ficar doente por tomar a vacina?

Nenhuma das vacinas aprovadas contra a COVID-19 contêm o vírus vivo na sua composição. Por esse motivo, a vacina não é capaz de causar COVID-19. Veja como funcionam as principais vacinas contra a COVID-19.

14. A vacina altera o DNA?

Nenhum tipo de vacina contra a COVID-19 causa alterações no DNA. Embora algumas vacinas contenham pedaços do mRNA do vírus, esses pedaços não alteram em nada o DNA das células humanas, estimulando apenas o sistema imune para produzir anticorpos capazes de combater o vírus.

15. É possível transmitir o vírus depois de ser vacinado?

A vacina apenas protege contra o desenvolvimento da infecção, o que significa que uma pessoa vacinada, embora tenha pouco risco de desenvolver sintomas, ainda pode transportar e transmitir o vírus para outras pessoas.

16. Devo continuar a usar máscara depois da vacinação?

Uma vez que a vacinação não evita a transmissão do vírus, é recomendado que, depois da vacinação, se mantenha as medidas de proteção individual, como uso de máscara, lavagem frequente das mãos e distanciamento social. Estas medidas devem ser mantidas até que uma grande percentagem da população esteja vacinada.

Confira todas as medidas para se proteger e proteger as outras pessoas da COVID-19.

17. É verdade que a vacina pode causar infertilidade?

Não existe qualquer evidência cientifica que indique que as vacinas contra o novo coronavírus possam causar infertilidade.

19 dúvidas sobre a vacina do coronavírus (COVID 19)

18. Quem não deve fazer a vacinação da COVID-19?

Não existe nenhuma contraindicação definitiva contra a vacinação da COVID-19. No entanto, mulheres grávidas, crianças ou adolescentes com menos de 16 anos, e pessoas com algum tipo de doença grave que possa afetar o sistema imune, como câncer, devem sempre discutir a possibilidade de vacinação com um médico.

19. Grávidas podem tomar a vacina?

Até ao momento existem poucos estudos realizados com mulheres grávidas que possam assegurar a segurança da vacina contra a COVID-19. Por esse motivo, a recomendação de vacinação varia de acordo com a autoridade de saúde de cada país.

No Brasil [1], a vacinação na gravidez pode ser feita apenas com receita médica em todas as grávidas com mais de 18 anos, existindo recomendação para evitar as vacinas com vetores virais, sendo por isso indicadas as vacinas da Pfizer e a Coronavac.

Já em Portugal [2], a vacinação pode ser feita em grávidas com mais de 16 anos, depois das 21 semanas de gestação, após fazer uma ecografia morfológica e com intervalo de 14 dias para qualquer outra vacina.