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Gravidez de risco: o que é, sintomas, causas e como evitar complicações

Byadmin

ago 24, 2021
Gravidez de risco: o que é, sintomas, causas e como evitar complicações

Uma gravidez é considerada de risco quando, após exames médicos, o obstetra verifica que existe alguma probabilidade de ocorrer uma doença da mãe ou do bebê durante a gravidez ou na hora do parto.

Geralmente, a gravidez de risco se desenvolve em mulheres que antes de engravidarem já possuem fatores ou situações de risco, como ser diabética ou ter excesso de peso. No entanto, a gravidez pode se estar desenvolvendo naturalmente e os problemas surgirem a qualquer momento da gestação.

Quando é diagnosticada uma gravidez de risco, é importante seguir todas as orientações do médico, que pode recomendar que a grávida fique em casa de repouso e passe maior parte do dia sentada ou deitada. Em alguns casos, pode mesmo ser necessário o internamento no hospital.

Gravidez de risco: o que é, sintomas, causas e como evitar complicações

Sintomas de gravidez de risco

Durante a gravidez, é frequente surgirem sintomas que provocam desconforto na mulher grávida, como náuseas, enjoo, dificuldade em digerir os alimentos, prisão de ventre, dores nas costas, câimbras ou necessidade de ir muitas vezes ao banheiro, por exemplo. Porém, existem outros sintomas que podem indicar uma gravidez de risco como:

  • Sangramento pela vagina,
  • Contrações uterinas antes do tempo,
  • Liberação de fluído amniótico antes do tempo,
  • Não sentir o bebê se mexendo mais de um dia,
  • Vômitos e náuseas frequentes,
  • Tonturas e desmaios frequentes,
  • Dores ao urinar,
  • Inchaço repentino do corpo,
  • Aceleração repentina dos batimentos cardíacos,
  • Dificuldade para caminhar.

Quando se sente algum desses sintomas é recomendado consultar o médico o mais rapidamente possível para que seja possível identificar a causa e, assim, iniciar o tratamento mais adequado para prevenir complicações para a mulher e para o bebê.

No caso de ser confirmada a gravidez de risco, é importante que a mulher consulte o obstetra com frequência para que seja feita uma avaliação do estado geral de saúde tanto da mulher quanto do bebê, podendo em alguns casos ser recomendado o internamento para que seja possível realizar os cuidados necessários.

Principais causas

A probabilidade de gravidez de risco é maior quando a mulher tem menos de 17 anos ou idade superior a 35 anos, podendo o risco também ser influenciado por doenças e hábitos. Assim, as principais causas de gravidez de risco são:

1. Pressão alta e pré-eclampsia

​A pressão alta na gravidez é um problema comum e ocorre quando esta é superior a 140/90 mmHg após duas medições realizadas com um intervalo mínimo de 6 horas.

A pressão alta na gravidez pode ser causada por alimentação rica em sal, sedentarismo ou mal formação da placenta, aumentando as chances de ter pré-eclampsia, que é o aumento da pressão arterial e perda de proteínas, podendo levar a aborto, convulsões, coma e até mesmo a morte da mãe e do bebê, quando a situação não é devidamente controlada.

2. Diabetes

A mulher que é diabética ou que desenvolve a doença durante a gestação também possui maior chance de ter uma gravidez de risco, pois o açúcar elevado no sangue pode atravessar a placenta e chegar ao bebê, o que pode fazer com que ele cresça muito e pese mais de 4 Kg. Um bebê grande dificulta o parto, sendo necessário fazer cesárea, além de haver maior chances de nascer com problemas como ictericia, pouco açúcar no sangue e problemas respiratórios.

3. Gravidez de gémeos

A gravidez de gémeos é considerada de risco porque o útero tem de se desenvolver mais e todos os sintomas de gravidez estão mais presentes. Além disso, existem maiores chances de ter todas as complicações de uma gravidez, principalmente pressão alta, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e dores nas costas, por exemplo.

4. Consumo de álcool, cigarro e drogas

O consumo de álcool e drogas, como heroína, durante a gravidez atravessam a placenta e afetam o bebê provocando atraso no crescimento, retardo mental e mal formações no coração e na face e, por isso, é preciso fazer vários exames para verificar como o bebê está se desenvolvendo.

A fumaça do cigarro também aumenta as chances de ter aborto, podendo causar efeitos no bebê e na grávida, como fadiga muscular, falta de açúcar no sangue, perda de memória, dificuldade respiratória e síndrome de abstinência.

5. Uso de remédios perigosos durante a gravidez

Alguns medicamentos como incluem fenitoína, triantereno, trimetoprim, lítio, estreptomicina, as tetraciclinas e a varfarina, morfina, anfetaminas, barbitúricos, codeína e fenotiazinas, podem aumentar o risco de gravidez de risco devido aos seus efeitos colaterais, além disso, alguns medicamentos conseguem passar pela placenta e chegar ao bebê, aumentando o risco de complicações no seu desenvolvimento.

6. Sistema imune fraco

O sistema imunológico mais enfraquecido também pode ser considerado um fator de aumenta a chance de gravidez de risco, isso porque há maior probabilidade da mulher adquirir infecções que podem ser passadas para o bebê caso não sejam tratadas.

7. Gravidez na adolescência ou depois dos 35 anos

A gestação em idade inferior a 17 anos pode ser perigosa porque o corpo da jovem não está totalmente preparado para suportar a gravidez. Além disso, depois dos 35 anos, a mulher pode ter mais dificuldade a engravidar e as chances de ter um bebê com alterações cromossômicas são maiores, como Síndrome de Down.

8. Grávida com baixo peso ou obesidade

Gestantes muito magras, com IMC abaixo de 18,5 kg/ m2, podem ter um parto prematuro, aborto e atraso de crescimento do bebê porque a grávida oferece poucos nutrientes ao bebê, limitando seu crescimento, o que o pode levar a ficar doente facilmente e a desenvolver doenças cardíacas. Além disso, mulheres com peso excessivo, principalmente quando IMC maior que 35 kg/ m2, apresentaram mais risco de ter complicações e também podem afetar o bebê que pode desenvolver obesidade e diabetes.

Quais os cuidados a ter

Os cuidados a ter na gravidez de risco envolvem repouso, alimentação equilibrada, controle do peso e cumprimento das orientações que o médico indicar, que pode incluir o tratamento com remédios. Além disso, a grávida deve ir a consultas médicas com frequência de forma a acompanhar a evolução da gravidez e evitar complicações, sendo normalmente indicada a realização de exames de sangue e de urina, ultrassonografias, amniocentese e biopsia para avaliar seu estado de saúde e também a do bebê.