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Bullying: o que é, tipos, sinais e como combater

Byadmin

ago 24, 2021
Bullying: o que é, tipos, sinais e como combater

O bullying é uma tortura psicológica feita por outras pessoas em ambientes como escola ou trabalho, sendo muito comum na infância e na adolescência. Este é um ato que pode envolver violência física além de psicológica e feita constantemente de forma intencional por uma criança ou adolescente a outro mais frágil.

A palavra bullying tem origem inglesa e é derivada do termo bully, que significa machucar ou ameaçar alguém mais fraco, sendo isso mais frequente em ambiente escolar, o que pode ter como consequência o insucesso escolar ou desenvolvimento de ataques de pânico, por exemplo, que podem prejudicar o desenvolvimento físico e mental da criança.

O combate ao bullying deve ser feito na própria escola com medidas que promovam a conscientização dos estudantes sobre o bullying e suas consequências com o objetivo de fazer com que os alunos consigam respeitar melhor as diferenças e sejam mais solidários um com o outro.

Tipos de bullying

O bullying pode ser praticado de diversas formas, seja por xingamentos, agressões ou isolamento e, assim, pode ser classificado em alguns tipos principais:

  • Bullying físico, que é caracterizado por violência física, ou seja, nesse tipo de bullying a vítima leva chutes, socos, pontapés ou tem a passagem bloqueada pelo simples fato de usar óculos, aparelho ou estar um pouco acima do peso, por exemplo. Esse tipo de bullying é comum, mas passa muitas vezes despercebido pois é pode ser interpretado como brincadeira de amigos, por exemplo;
  • Bullying psicológico, em que a vítima sofre constantemente intimidações ou chantagens, além de ser frequentemente vítima de calúnias e boatos, além de perseguições no que diz respeito à orientação sexual, religião ou peso. O bullying psicológico pode levar à depressão e fobia social, por exemplo;
  • Bullying verbal, que é o tipo mais comum de bullying praticado nas escolas e que começa com um apelido maldoso, normalmente relacionado com alguma característica da pessoa. Além dos apelidos, esse tipo de bullying é caracterizado por xingamentos e humilhações constantes, o que pode fazer com que aquela criança que sofreu bullying verbal cresça sem acreditar nas suas competências e tenham medo de se relacionar com outras pessoas;
  • Bullying virtual, também conhecido como cyberbullying, é caracterizado por ataques verbais e psicológicos pelas redes sociais. Nesse tipo de bullying a internet é a maior aliada, sendo a principal ferramenta de disseminação de fotos, vídeos ou comentários maldosos sobre a pessoa, deixando-a constrangida.
  • Bullying social, em que a pessoa é constantemente isolada das atividades e do convívio diário.

É difícil que apenas um tipo de bullying seja praticado, normalmente nas escolas podem ser percebidos bullying físico, psicológico, verbal e social. Apesar de ser algo relativamente comum nas escolas, o bullying pode acontecer em qualquer idade e em qualquer ambiente, pois qualquer comentário feito sobre outra pessoa e que possa interferir na sua vida pode ser considerado bullying.

Sinais de bullying

Quando a criança está sofrendo bullying na escola, normalmente demonstra alguns sinais físicos e psicológicos, como por exemplo:

  • Falta de interesse pela escola, fazendo birra por não querer ir com medo de agressão física ou verbal;
  • Isolamento, evitando estar próximo dos amigos e família, fechando-se no quarto e não desejando sair com colegas;
  • Tem notas mais baixas na escola, devido à falta de atenção nas aulas;
  • Não se valoriza, referindo ser incapaz com frequência;
  • Apresenta ataques de fúria e impulsividade, querendo bater em si e nos outros ou atirando objetos.
  • Chora constantemente e aparentemente sem motivo;
  • Mantem-se cabisbaixo, sentindo cansado;
  • Tem problemas para dormir, apresentando pesadelos frequentemente;
  • Apresenta feridas no corpo e a criança diz não saber como surgiu;
  • Chega a casa com roupa rasgada ou suja ou não traz seus pertences;
  • Tem falta de apetite, não desejando comer nem a comida preferida;
  • Diz que sente dores de cabeça e barriga várias vezes ao dia, o que é normalmente uma desculpa para não ir à escola, por exemplo.

Esses sinais indicam tristeza, insegurança e falta de auto-estima e o estresse constante também provoca sinais físicos na criança. É comum, também, que a criança ou o adolescente que sofre bullying na escola evite contato com o agressor, para não sofrer, e se mantenha em isolamento. Além disso, alguns adolescentes vítimas de bullying passam a consumir álcool e drogas na tentativa de fuga da realidade, no entanto, acabam por prejudicar a sua saúde. Veja quais são as consequências do bullying.

Principais consequências do bullying

A criança ou adolescente que sofre de bullying chora constantemente por raiva e tristeza, sendo que no seu dia-a-dia, manifesta sentimentos de medo, insegurança e angústia, desvalorizando suas qualidades.

O bullying nas escolas pode levar a consequências imediatas, como por exemplo desinteresse pela escola, havendo diminuição do desempenho escolar, além de isolamento, ataques de pânico e ansiedade, comportamentos violentos e alterações físicas, como dificuldades para dormir, distúrbios alimentares e até mesmo consumo de álcool e drogas ilícitas.

Além das consequências imediatas, o bullying pode resultar em problemas à longo prazo, como dificuldade em relacionar-se com pessoas, provocando estresse no trabalho, pouca capacidade para manter um relacionamento amoroso, dificuldade na tomada de decisões, tendência à depressão, baixa auto-estima e pouca rentabilidade no trabalho devido a falta de confiança.

No entanto, nem toda a criança ou adolescente que sofre de bullying na infância ou adolescência desenvolve estas consequências na vida adulta, depende do seu estado emocional ou suporte da escola ou família que teve durante o período em que foi vítima de bullying. 

Como combater

O combate ao bullying deve ter início na própria escola, sendo importante que sejam adotadas estratégias de prevenção e conscientização sobre o bullying tanto direcionadas aos alunos quanto à família. Essas estratégias podem envolver a realização de palestras com psicólogos, por exemplo, com o objetivo de conscientizar os alunos sobre o bullying e as suas consequências.

Além disso, é importante que a equipe pedagógica seja capacitada para identificar os casos de bullying e, assim, aplicar medidas para o combater. Normalmente o que mais tem efeito para o combate ao bullying é o diálogo, de modo que os professores tenham uma relação mais próxima com os alunos e os deixem mais confortáveis para conversar. Esse diálogo também é importante para que os professores consigam conscientizar os seus alunos quanto ao bullying e, assim, formar pessoas mais empáticas, que saibam lidar com conflitos e respeitar as diferenças, o que pode diminuir a ocorrência do bullying.

É importante também que a escola tenha uma relação próxima com os pais, de forma que sejam comunicados sobre tudo o que acontece no ambiente escolar, desempenho e relacionamento do filho com os outros alunos. Essa relação próxima entre pais e escolas é de extrema importância, pois muitas vezes as vítimas de bullying não comentam sobre a agressão sofrida, e, assim, os pais podem não saber o que se passa com seu filho.

Uma forma de promover uma conscientização maior sobre o bullying na escola e suas consequências, identificação dos casos de bullying, gestão de conflitos e relação mais próximas com os pais e alunos, é por meio de um psicólogo escolar, que é capaz de avaliar, analisar e promover reflexões relacionadas ao bullying. Assim, esse profissional se torna fundamental, pois é mais capacitado para identificar alteração no comportamento dos estudantes que possa sugerir o bullying, podendo, dessa forma, criar estratégias de intervenção e conscientização dentro da escola.

É importante que o bullying na escola seja identificado e combatido de forma eficaz para evitar algumas complicações para a vítima, como queda no desempenho escolar, ataques de pânico e ansiedade, dificuldades para dormir e distúrbios alimentares, por exemplo.